8 de outubro de 2013

Virus da herpes é removido pela primeira vez da corrente sanguínea

"Herpes é o nome de um conjunto de vírus de DNA altamente contagioso e que pode causar inúmeras infeções durante a vida de uma pessoa. Ainda que o vírus não possa ser completamente curado, existem diversos tratamentos anti-virais que colocam o vírus em estado dormente. Contudo, pela primeira vez, foi removido da corrente sanguínea o vírus da herpes.
Virus da herpes é removido pela primeira vez da corrente sanguínea
Um dos tipos mais comuns do vírus do herpes é o citomegalovírus (CMV), que se estima estar presente em 65% da população mundial. Ainda que este vírus não mate, reduz a expetativa de vida em 3,7 anos e pode mesmo causar cegueira.



Em fase dormente, este vírus expressa vários genes, como o UL138. De modo a perceber o que este gene fazia, investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, cultivaram-no com células humanas saudáveis na presença de aminoácidos.

Com o estudo, os cientistas perceberam que o citomegalovírus diminuía a produção de uma proteína conhecida como MRP1, que bombeia elementos químicos para fora das células. Um desses elementos é a vincristina, uma substância utilizada no tratamento da leucemia e do cancro do pulmão e da pele.

A equipa utilizou então a vincristina para tratar o citomegalovírus. O que aconteceu? O vírus diminui em grande escala, chegando mesmo a desaparecer da corrente sanguínea de alguns pacientes.

Infelizmente, a vincristina tem efeitos secundários graves e, por isso, não deve vir a ser utilizada para acabar com esta estirpe da herpes."

Imagem: BruceBlaus
Fonte: http://querosaber.sapo.pt/ciencia/virus-da-herpes-e-removido-pela-primeira-vez-da-corrente-sanguinea

6 de outubro de 2013

Jantar de Curso de Biologia

Caros Biólogos,

Vem aí o primeiro jantar de curso de Biologia deste ano lectivo!

O jantar irá ser no restaurante "O Pacato" e o prato é lombo de porco com batata, arroz e salada. Pedimos aos vegetarianos para nos avisar por favor! O preço do jantar é de 10€

A seguir ao jantar iremos ter uma festa privada no ISA, portanto preparem-se para o que aí vem :)

O ponto de encontro será às 20h junto ao portão do ISA (rua calçada da tapada).

As incrições são feitas na AE, junto à Anabela, até dia 9 com a entrega de um sinal de 5€

Para mais informações, não hesitem em contactar-nos!
Contamos contigo!

Saudações Biológicas
Equipa NuBISA

Curso Livre de Identificação de Cogumelos em Évora

O terceiro curso de identificação de cogumelos do CEAI pretende dar aos seus participantes a oportunidade de se familiarizarem com os macrofungos, comummente designados de cogumelos.



Curso Livre de Identificação de Cogumelos
Taxonomia e Identificação de Macrofungos
Gestão e Conservação do Recurso Micológico
15 e 16 de dezembro | Sábado e Domingo

altOs cogumelos, apresentam uma importância ecológica elevada e ainda um papel de realce. O curso visa salientar a importância do conhecimento e entendimento dos cogumelos nas suas duas componentes principais (Taxonomia e Ecologia), dando ferramentas aos participantes que lhes permitam iniciar-se na identificação de espécies e na compreensão da sua ocorrência na região de Évora.

O workshop é composto por palestras teóricas, sessões teórico-práticas e uma componente prática. Cada sessão teórica consiste na descrição da taxonomia, biologia e ecologia do grupo em causa, sendo depois aplicados os conhecimentos adquiridos na sessão teórico-prática realizada em laboratório, com análise dos caracteres morfológicos (macro e micro) e utilização de chaves dicotómicas.

O programa foi estruturado de forma evolutiva, desde a compreensão dos conceitos-base em micologia, passando pela identificação de macrofungos, até à aplicação dos conhecimentos - aproveitamento do recurso.

PROGRAMA

Sábado | 15

Local: CEAI

09:00h     Recepção dos participantes
09:30h     Apresentação do curso e dos formadores
10:00h     Introdução ao reino dos fungos
               Sistemática, evolução, biologia, ecologia, características macroscópicas diagnosticantes
13:00h     Almoço
14:00h     Sessão teórica - Taxonomia de Basidiomycetes (módulo I)
               Família Russulaceae
               Família Boletaceae
               Família Suillaceae
               Família Paxillaceae
15:00h     Intervalo
15:30h     Sessão teórica - Taxonomia de Basidiomycetes (módulo II)
              Família Agaricaceae
              Família Tricholomataceae
              Família Entolomataceae
              Família Amanitaceae
              Família Cortinareceae
              Família Strophariaceae
17:00h     Sessão Teórico-prática: Introdução à microscopia e reacções químicas
              Local: Lab. Ecologia da Universidade de Évora
19:00h     Gestão e conservação do recurso micológico
              Local: Lab Universidade de Évora
20:00h     Jantar Micológico
              Local: a definir
21:00h     Tertúlia | Cogumelos do campo para a mesa: Confeção e conservação



Domingo | 16

Local: Serra de Monfurado

09:00h     Saída de Campo
13:00h     Almoço
14:30h     Sessão teórica - Taxonomia de Basidiomycetes (módulo 3) e Ascomycetes (módulo 1)
               Familia Gomphaceae
               Familia Hydnaceae
               Familia Cantharellaceae
               Familia Polyporaceae
               Familia Pezizaceae
16:00h     Sessão Laboratorial de identificação de material recolhido
19:00h     Fim do Curso

FORMADORES

Carlos Martins Vila-Viçosa

Licenciado em biologia pela Universidade de Évora e Mestre em gestão e conservação de recursos naturais pela Universidade de Évora e Instituto Superior de Agronomia, tem dedicado a sua linha de investigação às disciplinas geobotânicas(fitossociologia e fitogeografia), com especial destaque para o estudo dos bosques marcescentes mediterrânicos, sua ecologia e corologia. Na micologia, desenvolve trabalhos com o GTM-CEAI desde 2006, tendo experiência profissional em gestão do recurso micológico, à qual reúne o gosto pela taxonomia e identificação de espécies, sempre na perspetiva de associar a sua ocorrência a agrupamentos vegetais característicos, que se inserem na dinâmica dos bosques mediterrânicos.

Ricardo Arraiano Castilho

Licenciado em biologia pela Universidade de Évora, mestrando na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em Biodiversidade, Genética e Evolução em parceria com o CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos. Tem dedicado toda a sua carreira à micologia, com particular ênfase ao estudo de ectomicorrizas e macrofungos superiores. Tem desenvolvido vários trabalhos neste âmbito através do GTM - CEAI, desde 2009. Atualmente, desenvolve a sua pesquisa em torno da genética populacional e filogeografia de macrofungos.

Rui Cardoso Ramos

Professor de educação física pela Universidade de Coimbra, começou como apaixonado da micologia há mais de uma década, aliando o gosto pela gastronomia ao conhecimento em taxonomia e ecologia das espécies. Presentemente, é um profundo conhecedor do micobiota português, nomeadamente ao nível do cronograma de frutificação de espécies com interesse antropológico, e sua distribuição geográfica. Desenvolve o seu trabalho na exploração de usos múltiplos das diferentes espécies passíveis de consumo por parte do homem, quer do ponto de vista da conservação pós-colheita, quer das conservas e confeções a realizar, apresentando um variado leque de produtos e receitas com base no uso de mais de 60 espécies diferentes.

Locais: Espaço Ambiente, R. do Raimundo, 119 Évora | Serra de Monfurado
Duração: 20 horas
Custo: 80 euros | 10%  de redução para associados
Número de participantes: mínimo: 12; máximo 20 | pré-inscrição obrigatória


Inscrições e mais informações:
266 746 102
96 209 26 24
info@ceai.pt
www.facebook.com/ceai.portugal
www.ceai.pt/

Material aconselhado

Cesto de vime, canivete, vestuário e calçado adequado, máquina fotográfica, guia micológico (opcional) .

A participação na actividade inclui seguro de acidentes pessoais, documentação de apoio, certificado de participação, jantar micológico e todo o apoio logístico necessário.

Pele clara dos europeus deve-se a mutação genética há mais de 30 mil anos

"Uma mutação genética ocorrida há entre 30.000 e 50.000 anos, depois da saída do Homo sapiens de África, pode ser a causa de os europeus terem a pele clara, segundo uma investigação coordenada por Santos Alonso, da Universidade do País Basco.



Feito com base em mais de 1000 pessoas de diferentes zonas de Espanha, o estudo foi publicado na revista Molecular Biology and Evolution.

Os autores do trabalho explicam que o facto do ser humano ter uma pele mais ou menos escura e uma determinada cor de cabelo é definido, em parte, pelo gene MC1R, cuja evolução no Sul da Europa foi estudada pela equipa e onde ainda hoje é dominante. Este gene, que regula a síntese da melanina, que pigmenta a pele, é muito mais diversificado nas populações euro-asiáticas do que nas africanas.

Os investigadores calculam que a mutação, associada à pele clara e aos cabelos louros ou ruivos, surgiu há 30.000 a 50.000 anos, ou seja, depois da saída de África do Homo sapiens e que a mudança pode ter sido muito benéfica para a adaptação ao novo ambiente, dado que a pele clara facilita a síntese da vitamina D, o que é necessário num meio onde a radicação ultravioleta é menor, em comparação com África.

“Os nossos dados reforçam esta ideia, mas deve continuar-se a investigar”, disse Santos Alonso, citado pela agência espanhola EFE.

No entanto, esta mutação também está associada a uma maior susceptibilidade ao melanoma, o tipo de cancro de pele mais perigoso. “A vitamina D é necessária para o crescimento, é muito importante para a mineralização óssea adequada e o desenvolvimento do esqueleto, enquanto o melanoma é uma doença que aparece no período pós-reprodutivo”, disse a investigadora Saioa Lopez, da equipa.

“A evolução parece favorecer a despigmentação à custa de um maior risco de sofrer de melanoma”, referiu a investigadora, considerando ser este “o preço a pagar para garantir a sobrevivência da [nossa] espécie”."

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/pele-clara-dos-europeus-devese-a-mutacao-genetica-ha-mais-de-30-mil-anos-1608120


A mulher que envelheceu 50 anos em alguns dias

"Os médicos vietnamitas não conseguiram ainda descobrir a causa exata do envelhecimento de Nguyen Thi Phuong, mas apontam como hipótese em efeito secundário raro de uma sobredosagem com esteróides para tratar uma alergia alimentar a marisco.
A jovem tinha 23 anos quando uma forte alergia depois de ter comido marisco levou os médicos a darem-lhe um cocktail de medicamentos. Em poucos dias, Nguyen Thi Phuong tinha o aspeto de uma mulher de 70 anos.
Uma doença rara chamada lipodistrofia é outra das hipóteses investigada. Trata-se um problema que pode provocar uma espécie de desintegração da gordura por baixo da pele, enquanto a pele cresce e um ritmo assustador.
Os médicos avaliam ainda a possibilidade de a jovem vietnamita sofrer de mastocitose, uma doença provocada pela presença excessiva de células que produzem a histanima, que desepenham um papel das reações imunes."
A mulher que envelheceu 50 anos em alguns dias

Fonte: http://visao.sapo.pt/a-mulher-que-envelheceu-50-anos-em-alguns-dias=f627993#ixzz2gwlawnJw