6 de outubro de 2013

Pele clara dos europeus deve-se a mutação genética há mais de 30 mil anos

"Uma mutação genética ocorrida há entre 30.000 e 50.000 anos, depois da saída do Homo sapiens de África, pode ser a causa de os europeus terem a pele clara, segundo uma investigação coordenada por Santos Alonso, da Universidade do País Basco.



Feito com base em mais de 1000 pessoas de diferentes zonas de Espanha, o estudo foi publicado na revista Molecular Biology and Evolution.

Os autores do trabalho explicam que o facto do ser humano ter uma pele mais ou menos escura e uma determinada cor de cabelo é definido, em parte, pelo gene MC1R, cuja evolução no Sul da Europa foi estudada pela equipa e onde ainda hoje é dominante. Este gene, que regula a síntese da melanina, que pigmenta a pele, é muito mais diversificado nas populações euro-asiáticas do que nas africanas.

Os investigadores calculam que a mutação, associada à pele clara e aos cabelos louros ou ruivos, surgiu há 30.000 a 50.000 anos, ou seja, depois da saída de África do Homo sapiens e que a mudança pode ter sido muito benéfica para a adaptação ao novo ambiente, dado que a pele clara facilita a síntese da vitamina D, o que é necessário num meio onde a radicação ultravioleta é menor, em comparação com África.

“Os nossos dados reforçam esta ideia, mas deve continuar-se a investigar”, disse Santos Alonso, citado pela agência espanhola EFE.

No entanto, esta mutação também está associada a uma maior susceptibilidade ao melanoma, o tipo de cancro de pele mais perigoso. “A vitamina D é necessária para o crescimento, é muito importante para a mineralização óssea adequada e o desenvolvimento do esqueleto, enquanto o melanoma é uma doença que aparece no período pós-reprodutivo”, disse a investigadora Saioa Lopez, da equipa.

“A evolução parece favorecer a despigmentação à custa de um maior risco de sofrer de melanoma”, referiu a investigadora, considerando ser este “o preço a pagar para garantir a sobrevivência da [nossa] espécie”."

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/pele-clara-dos-europeus-devese-a-mutacao-genetica-ha-mais-de-30-mil-anos-1608120


A mulher que envelheceu 50 anos em alguns dias

"Os médicos vietnamitas não conseguiram ainda descobrir a causa exata do envelhecimento de Nguyen Thi Phuong, mas apontam como hipótese em efeito secundário raro de uma sobredosagem com esteróides para tratar uma alergia alimentar a marisco.
A jovem tinha 23 anos quando uma forte alergia depois de ter comido marisco levou os médicos a darem-lhe um cocktail de medicamentos. Em poucos dias, Nguyen Thi Phuong tinha o aspeto de uma mulher de 70 anos.
Uma doença rara chamada lipodistrofia é outra das hipóteses investigada. Trata-se um problema que pode provocar uma espécie de desintegração da gordura por baixo da pele, enquanto a pele cresce e um ritmo assustador.
Os médicos avaliam ainda a possibilidade de a jovem vietnamita sofrer de mastocitose, uma doença provocada pela presença excessiva de células que produzem a histanima, que desepenham um papel das reações imunes."
A mulher que envelheceu 50 anos em alguns dias

Fonte: http://visao.sapo.pt/a-mulher-que-envelheceu-50-anos-em-alguns-dias=f627993#ixzz2gwlawnJw

5 de outubro de 2013

Descobertas duas novas aranhas enigmáticas no Uruguai

"As duas novas espécies descritas, Chaco castanea e Chaco costai, são aranhas de dimensão média que variam entre 1 e 2 cm de tamanho. Como todas as aranhas da família Nemesiidae, apresentam um corpo alongado e pernas robustas e uma coloração predominantemente preto-acastanhada. Um estudo publicado ontem na revista ZooKeys fornece uma descrição detalhada das duas novas espécies e um raro vislumbre dos seus hábitos de vida.

As duas novas espécies podem ser encontradas em solos arenosos de zonas costeiras de rios associados a vegetação psamófita (que se desenvolve em lugares secos). Este é o local onde estas aranhas peculiares constroem tocas forradas a seda onde passam grande parte das suas vidas. As tocas também são protegidas por uma porta basculante, o que as torna difíceis de serem encontradas.

«Devido a uma série de características da história de vida, estas aranhas são difíceis de serem apanhadas e, consequentemente, pouco se sabe sobre a sua biologia», declara Laura Montes de Oca, investigadora do Instituto de Investigações Biológicas Clemente Estable, no Uruguai.


«Observações em condições naturais permitem-nos saber que são mais ativas durante a noite. Este conhecimento é fundamental para encontrar as aranhas, para realizarmos os estudos necessários tanto no campo como em laboratório. Ao permanecerem na toca a maior parte das suas vidas, torna estes animais mais vulneráveis a perturbações no habitar. No Uruguai, a vegetação psamófita está a diminuir criticamente e é muito importante estudar e conservar estas duas espécies.»

Experiências em ambiente de laboratório revelaram alguns dos segredos que estas aranhas escondem. A aranha Chaco costai foi observada a caçar, levantando a entrada da toca com as patas dianteiras. A porta, como uma aba, fornece uma cobertura perfeita para emboscar e capturar a vítima inocente. As aranhas regressam ao interior da toca após apanharem a presa.

Uma outra ocasião em que as aranhas ficam ao ar livre é durante a cópula, quando o macho e a fêmea deixam os seus esconderijos. No entanto, assim que terminam o acasalamento, regressam imediatamente às respetivas tocas."



Fonte: http://querosaber.sapo.pt/ambiente/descobertas-duas-novas-aranhas-enigmaticas-no-uruguai

4 de outubro de 2013

Morcegos em perigo de extinção descobertos na Tapada de Mafra




"Uma colónia de morcegos de Bechstein, espécie em perigo de extinção e que não era avistada há mais de dez anos em Portugal, foi identificada na Tapada de Mafra, revelou nesta quinta-feira o biólogo Hugo Rebelo.

“Encontrámos uma pequena colónia de oito indivíduos na tapada, o que foi uma agradável surpresa. É uma espécie muito rara na Europa”, afirmou à agência Lusa o especialista Hugo Rebelo, que coordena uma investigação sobre morcegos na Península Ibérica para o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto.
O especialista explicou que o “morcego de Bechstein” está confinado à Europa Ocidental e Central e habita florestas centenárias, com espécies arbóreas nativas.

“As florestas nativas europeias têm sido desbastadas ao longo de séculos, por isso é natural que qualquer espécie dependente desse habitat esteja em declínio”, adiantou.

Para o investigador, a existência desta colónia de morcegos em perigo de extinção “é um indicador” de que a tapada mantém a sua biodiversidade.

“São animais bastante sensíveis, portanto se houvesse grandes alterações de habitat, um uso abusivo de pesticidas e outros factores que modificassem drasticamente os ecossistemas, como a qualidade da água e a própria paisagem, esta espécie seria das primeiras a desaparecer”, esclareceu.

Em Portugal, onde se investiga morcegos desde 1987, esta espécie foi capturada apenas três vezes, tendo a penúltima ocorrência sido registada há mais de dez anos.

A última descoberta, ocorrida na Tapada de Mafra, surgiu no âmbito de uma monitorização das espécies de morcegos aí existentes pelo grupo de dez investigadores do projecto do CIBIO e vai ser dada a conhecer à comunidade científica nas Jornadas Quiropterianas, a 26 de Outubro em Sintra.

Além do “morcego de Bechstein”, foram também identificadas em Mafra outras duas espécies (“morcego rato grande” e o “morcego de franja”), que elevam para uma dúzia as espécies de morcegos existentes na tapada.

“Estas novas espécies são emblemáticas. Uma delas tem a sua distribuição restrita à Península Ibérica. É um morcego ibérico, o que é raro. A outra está associada à Península Ibérica e norte de África”, referiu Hugo Rebelo.

O biólogo acredita que mais espécies de morcegos podem ainda vir ser encontradas na tapada e que há potenciar para diversificar os produtos turísticos daquele espaço, com a criação, por exemplo, de acções noturnas de observação e audição de morcegos ou visitas a abrigos desocupados, como existem noutros locais do país.

Segundo os especialistas, a Tapada de Mafra é o único abrigo de morcegos na região Oeste, com floresta densa e árvores autóctones, como sobreiros ou freixos, habitats destas espécies, uma vez que a região está bastante modificada pelo aproveitamento agrícola dos campos e pela plantação de espécies arbóreas, como o eucalipto."

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/morcegos-em-perigo-de-extincao-descobertos-na-tapada-de-mafra-1607918

2 de outubro de 2013

Estágios CBAA 2013/2014

O Centro de Botânica Aplicada à Agricultura (CBAA) está a oferecer 9 estágios a estudantes do 1º ciclo do ensino superior (incluindo estudantes do 1º ano).
Podem encontrar mais informações sobre os estágios e condições de candidatura aqui: 

http://www.isa.utl.pt/cbaa/

BioSaudações,
Equipa NuBISA