29 de novembro de 2007

Acordo Internacional para as Aves de Rapina migradoras

No âmbito da Convenção para as Espécies Migradoras, definem-se, na Escócia, os detalhes referentes às Aves de Rapina Migradoras para a definição de um futuro acordo internacional.

Especialistas e delegados de 60 países reuniram-se numa conferência internacional sobre a conservação das aves de rapina raras. Este encontro enquadra-se no âmbito dos esforços que estão a ser desenvolvidos para a criação de condições que poderão permitir o estabelecimento de um acordo internacional direccionado para a conservação de aves migradoras ameaçadas da Europa, África e Ásia.

Esta iniciativa poderá beneficiar cerca de 77 espécies, entre as quais se incluem Águias, Falcões, Gaviões, Milhafres, Búteos e águias-pesqueira, deverá mobilizar especialistas de todo o Mundo para monitorizar e desenvolver medidas de protecção destas aves e deverá levar à criação de um fundo para actividades futuras de conservação. Trata-se de um trabalho realizado no âmbito da Convenção de Espécies Migradoras, que está a ser impulsionada pelo Programa de Ambiente das Nações Unidas.

Estima-se que o trabalho prático de conservação, que o acordo internacional definiria, rondaria os custos de 15000 euros. O desenvolvimento deste acordo passa agora pela definição das suas fronteiras, das espécies a que abrangerá e da sua natureza legal e política. O acordo deverá ser finalizado no encontro que decorrerá em 2008, nos Emiratos Árabes Unidos.

Seminário “Culturas energéticas, biomassa e Biocombustíveis" (6 e 7 de Dezembro de 2007)

Organização: Instituto Superior de Agronomia (ISA-UTL), AFLOPS - Associação de Produtores Florestais, Universidade de Évora e ICAM - Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas

Data: 6 e 7 de Dezembro de 2007

Local: Universidade de Évora - Auditório do Colégio do Espírito Santo

Inscrições: até 30 de Novembro de 2007

Mais informações:
Instituto Superior de Agronomia
Dep. de Engenharia Florestal
Tel: +351 213 634 662
Universidade de Évora
Dep. de Fitotecnia
Tel: +266 760 822
AFLOPS - Associação de Produtores Florestais
Tel: +351 212 198 910
Fax: +351 212 198 915 texto:
E-mail: fatima.monteiro@aflops.pt
Site: www.isa.utl.pt/def/interreg/

Folheto

Ficha de inscrição

Cartaz


28 de novembro de 2007

Prémio Prof. Branquinho d' Oliveira Atribuído a Aluna do ISA

Por ocasião do 5º Congresso da Sociedade Portuguesa de Fitopatologia (SPF), realizado em Coimbra, de 22 a 23 Novembro de 2007, o Prémio Prof. Branquinho d'Oliveira foi atribuído a Ana Teresa de Almeida Vaz, pelo trabalho de final de curso intitulado Caracterização de fungos dos géneros Botryosphaeria e "Botryosphaeria-like" em videira.

A premiada, na altura da candidatura finalista do Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, é já licenciada em Engenharia Agronómica, especialidade Protecção das Plantas.

Este Prémio, instituído pela Sociedade Portuguesa de Fitopatologia, destina-se a distinguir, em todo o País, o melhor trabalho final de Licenciatura na área de Fitopatologia.


Texto: www.isa.utl.pt

Série Planeta Terra em visionamento nos Museus da Politécnica


A série da BBC Planeta Terra, que foi recentemente lançada em DVD pela Lusomundo nos Museus da Politécnica, pode ser agora visionada pelo público na sala de exposições temporárias do Museu de Ciência, na Rua da Escola Politécnica.


Ali poderá apreciar as magníficas imagens captadas pela equipa de David Attenborough em lugares tão díspares como o deserto, a selva, as montanhas e os oceanos, em episódios que percorrem os diferentes habitats da Terra.


De hora a hora, de terça a sexta-feira, a partir das 10h00, pode assistir ao deslumbrante espectáculo da vida neste planeta filmado na série, que constitui simultâneamente uma chamada de atenção para as ameaças que pairam sobre a Terra, tal como ela ainda existe.Aos sábados e domingos, a sessão de visionamento só começa às 11h00 e às segundas-feiras e feriados não funcionam porque os Museus da Politécnica estão fechados.


Texto e foto retirado de http://www.mnhn.ul.pt/

21 de novembro de 2007

Duplo prémio para investigadora lusa

Novos avanços na compreensão da divisão celular

2007 é uma época que Mónica Bettencourt Dias não irá esquecer: aos 34 anos, acaba de vencer o Prémio Eppendorf para Jovem Investigador Europeu e o Prémio Crioestaminal 2007. Soma-se ao Prémio Pfizer de Investigação Básica 2007, em parceria com Ana Rodrigues Martins, e à publicação de um artigo de que é co-autora na revista norte-americana ‘Science’.

A investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) ficou incrédula quando lhe telefonaram da Alemanha a dizer que era a vencedora da edição deste ano do Prémio Eppendorf, atribuído em parceria com a revista britânica ‘Nature’: “Na lista de vencedores anteriores estão nomes muito importantes. Nunca pensei ser escolhida”. Pela primeira vez desde a sua criação, em 1995, o prémio veio para a Península Ibérica. O galardão que Mónica Bettencourt Dias foi receber anteontem a Dusseldorf é um “prémio de carreira” para cientistas europeus da área da biomedicina, com menos de 35 anos.

O Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica, que receberá na próxima quarta-feira, é atribuído pela Associação Viver a Ciência e incentiva investigação básica desenvolvida em Portugal. Estes 20 mil euros reforçarão o projecto que Mónica lidera, cujo objectivo é perceber como se estruturam e dividem as células, o que pode dar pistas no combate ao cancro.

Mónica começou a estudar a multiplicação das células, mecanismo cuja disfunção pode originar tumores, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, onde investigou cinco anos. Em Outubro passado montou laboratório no IGC. Desde então identificou várias moléculas envolvidas na multiplicação das células e desvendou alguns dos segredos do centrossoma, uma microestrutura no interior da célula. O objectivo é continuar a “investigar novas moléculas envolvidas na formação do centrossoma”, pois tanto a ausência como o excesso desta estrutura estão associados a doenças variadas.

Cada uma das nossas células tem um só centrossoma que, segundo se supunha, servia de modelo ao novo centrossoma, de cada vez que a célula se dividia. O trabalho publicado em Maio na ‘Science’ mudou um paradigma com mais de um século. Mostrou que os centrossomas se podem formar mesmo sem modelo, desde que haja aumento de actividade da proteína SAK.

A expectativa é que a continuação destes estudos leve a novos métodos de diagnóstico e ajude a combater o cancro, outras doenças e até a infertilidade.

Maria Simões

Fonte: http://semanal.expresso.clix.pt/1caderno/pais.asp?edition=1829&articleid=ES272679